Adega dos Ramalhos: A cada estação, um novo Alentejo à mesa

Cozido de grão à alentejana, no inverno; Sopa de tomate com figos, na primavera, e Peixe do rio, em março, são exclusivamente alguns exemplos das especialidades alentejanas servidas na Adega dos Ramalhos, situada na vila raiana de Alandroal, província de Évora.

Alberto Ramalho, proprietário do restaurante, juntamente com a mulher, Clarice, assumem a sazonalidade de alguns pratos uma vez que uma garantia de qualidade. Alberto refere que “só em abril ou maio, quando chove, têm a Caldeta de peixe do rio (€10) porque exclusivamente quando as águas são lavadas o peixe é bom”. Também só quando aparecem os primeiros figos no Alentejo é que preparam a Sopa de tomate com figos (€10 + €1.por cada figo). Quando a matança do porco, costumam servir a Cachola refogada (€10), outro petisco peculiar destas “bandas”.

Todos os enchidos servidos na “lar” são provenientes da Salsicharia Lobinhos, de Barro Branco (Borba), assim uma vez que o porco preto que, diz Alberto Ramalho, “é de qualidade todo o ano”. No verão chegará, simples, “o nosso gaspacho” (a partir de €10, dependendo do conduto), refere ainda, fazendo questão de salientar que, além da cozinheira Mariana, tem agora uma estagiária, a Raquel, que acredita “se fará uma cozinheira de superioridade”. Mas, salienta que, na Adega dos Ramalhos, reina “a polivalência; roda tudo”.

Alberto revela ao Boa Leito Boa Mesa que foi ele quem construiu “tudo aquilo que está no interno da frasqueira”. Começou há 20 anos e servia maioritariamente picanha, uma teoria que trouxe do Brasil, fazendo ainda secção das propostas da ementa.

O espaço tem uma decoração verdadeiramente pitoresca. Começando pela frontispício, em que a estátua de um porco preto serve de estandarte sobre a cobertura da esplanada e permite localizar com facilidade a Adega, mas também um boneco cozinheiro a ostentar a ementa e duas meias barricas a margear a porta de ingressão. Ao entrar, a sala principal tem painéis de azulejos e o perfil de um coche de bois na parede a transportar um cesto de uvas. Numa segunda sala, onde também é provável almoçar ou jantar, encontramos 10 talhas de vinho, em perfeito estado de conservação, e duas mesas, uma das quais com capacidade para 12 comensais.

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Uma terceira zona, quase em jeito de privado, está decorada com portas vermelhas a fazer lembrar as praças de touros, mas também um pintura de azulejos referente a uma corrida, entre outra memorablia do universo dos touros afixada nas paredes e que serve de homenagem ao falecido cavaleiro Joaquim Bastinhas. No totalidade, a capacidade da Adega dos Ramalhos é de 60 lugares.

Quanto aos vinhos, Alberto Ramalho suspira quando o questionamos sobre as escolhas da missiva e lembra que existem mais de 800 marcas de vinho no Alentejo. Optou pelos produtores da região – Estremoz, Évora, Borba e Alandroal -, apresentando murado de 30 referências na missiva, com o preço a iniciar em €6 para o vinho da lar.

Para rematar a repasto, aconselhamos a Sericaia com ameixa de Elvas (€4). Sim, ele há muitas sericaias pelo Alentejo fora, mas na Adega dos Ramalhos (Largo Major Rocadas, 2, Alandroal. Tel. 961648971) tem um ponto de cozedura ideal, assim uma vez que o nível de mel. É imperdível. A Adega dos Ramalhos encerra às terças-feiras.

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Categoria: viajar

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