Cozinha regional: Uma volta a Portugal em 12 restaurantes

Numa estação em que todos os olhares e restantes sentidos se aguçam pela cozinha contemporânea, as novas técnicas e a sofisticação da apresentação, o Boa Leito Boa Mesa faz o hosana à superioridade da cozinha tradicional de várias regiões. Sem pretensões de seleccionar os melhores, esta é uma lista de homenagem ao trabalho quotidiano e um roteiro de sugestões para todas as épocas do ano.(*12*)

Cozinha da Terreno
“Esta é a minha moradia, nasci cá.” É uma certeza que explica muita da magia do Cozinha da Terreno. Não é só um restaurante. É a moradia de Teresa Ruão. O espaço, rústico e aconchegante, não é muito grande, o que permite que continue a vir às mesas explicar todos os pratos. Privilegia-se a cozinha tradicional portuguesa “saudável”, os produtos frescos e a sustentabilidade. Um festim de coisas boas logo nas entradas: esfera de músculos, pataniscas, legumes gratinados e cogumelos grelhados. Nos pratos principais, destaque para o polvo salteado em alheira e alhos, bacalhau no pão em leito de legumes, arroz de pato, galo na caçoila em vinho tinto e cabrito assado no forno a lenha. Conquistou um Garfo de Ouro, em 2015. Preço médio: €35. Lugar da Herdade, 8, Louredo. Tel. 255 780 900(*12*)

Vallécula
A meia dúzia de quilómetros de Belmonte, esconde-se um dos melhores embaixadores da cozinha beirã, graças a Dona Fernanda, cozinheira e proprietária, que para o muito de todos, usa e abusa do dom de transformar excelentes produtos em pratos únicos e cheios de sabor e psique. O espaço do restaurante Vallécula é pequeno, exclusivamente 32 lugares, elegante e até desconcertante, mas posteriormente a primeira troca de palavras com Luís Castro, anfitrião e também proprietário, percebe-se que oriente é um espaço dissemelhante. Os produtos locais, de subida qualidade, ajudam nesta proeza, que começa com um maravilhoso paté de galo e segue com alheira de caça caseira. Galo estufado à tendência antiga ou costeletas de borrego com molho de alecrim são obrigatórios. Prove as papas de carolo com mel de rosmaninho e as peras bêbadas. Em 2015 ganhou um Garfo de Ouro, do guia Boa Leito Boa Mesa. Preço médio: €25. Rossio Doutor José de Castro, 1, Valhelhas. Tel. 275 487 123(*12*)

Costa do Vez
Salta à vista, na ementa, um prato com o curioso nome de “Polvo vitela”. Na incerteza, entre um prato de mar ou do campo, a explicação é simples: é o melhor polvo e o mais macio. No restaurante Costa do Vez, o octópode, grelhado, vem devidamente escoltado por batata cozida e legumes. Leste é exclusivamente um exemplo da forma porquê oriente restaurante trata (muito) a cozinha minhota. Todos os dias tem bacalhau à lagareiro e, do forno, sai um saboroso cabrito assado (aos sábados e domingos, além do óptimo cozido. Na ementa, o peixe, vindo diretamente das lotas de Matosinhos e da Póvoa de Varzim, serve-se, essencialmente, grelhado e ao sal. Sugerem-se, para terminar, charutos dos Arcos servidos com laranja e umas sempre gulosas rabanadas. Preço médio: €25. Quinta de Silvares, Arcos de Valdevez. Tel. 258 516 122(*12*)

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Cruz Sobral
Situado no Campo das Hortas, em Braga, o restaurante Cruz Sobral é ponto de passagem obrigatório para os amantes da boa cozinha regional minhota. Está sob comando da mesma traço familiar desde 1929 e a ementa ainda se confeciona no velhinho (mas resistente) fogão a lenha original, verdadeira marca da moradia. O bacalhau à nossa tendência, vitela e cabrito assado, papas de sarrabulho com rojões à tendência do Minho e tripas com mão de vaca são os chamarizes. Mas também pode entrar, sentar-se e pedir um caldo verdejante escoltado de chouriço, pão e um bom vinho (há muitos a copo), que não se arrepende. Preço médio: €25. Campos das Hortas, 7/8, Braga. Tel. 253 616 648(*12*)

Moradia de Souto Velho
É um espaço invulgar. Não tem um dia de fechamento porque só abre quando tem clientes. Não tem uma ementa tradicional porque os manjares são preparados de consonância com o que a quinta dá e previamente combinados com os clientes. Convém, por isso, vincular a reservar mesa. O talento a toda a prova de Dona Eufrásia e a simpatia no atendimento fazem da Moradia de Souto Velho, um espaço obrigatório a absolutamente único, com os repastos a chegarem à mesa sem concessões, de travessa enxurrada e no ponto. O cozido e o arroz de fumeiro à Dona Eufrásia, o galo estufado com cogumelos, o leitão bísaro e a açorda de costelinhas são de chorar por mais. Compotas, queijos, fruta e bolos caseiros compõem o irresistível buffet de sobremesas. Preço médio: €25. EN 311, 12, Souto Velho, Praia de Vidago. Tel. 276 999 250(*12*)

Toca da Formiga
É em prol de uma gastronomia transparente que o parelha Arnaldo e Manuela Azevedo trabalha há mais de três décadas. Referimo-nos ao saudação pela nobreza dos produtos regionais, pela frescura e sazonalidade dos víveres, numa relação estreita com os produtores. Algumas das referências do restaurante Toca da Formiga são o arroz de entrecosto em vinha-d’alhos, o cozido à portuguesa (no inverno), o naco de boi com queijo da Serra e os peixes do mar, mediante o que existe no mercado (robalo e tamboril são os principais). Porquê sobremesa, gulosice de chila e amêndoa e ovos-moles são opções a considerar. Preço médio: €20. Rua Chãos, 516, Ermesinde. Tel. 229 747 485(*12*)

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Cozinha Típica do Montemuro – Mezio
As tradições da Serra de Montemuro estão por toda a secção neste restaurante com cozinha tradicional. Situado à margem da estrada, o restaurante Cozinha Típica do Montemuro – Mezio vale muito uma viagem por pratos de eleição porquê arroz de feijoeiro com salpicão, servido em taça de barro preto, feijoeiro com couve e músculos fumada, moira com entrecosto e hortaliça, e cabrito assado (ao domingo ou por encomenda). A sala é ampla, rústica e pontuada por referências ao burel, ou não pertencesse oriente espaço à Associação Etnográfica e Social de Montemuro, que tem ao lado do restaurante uma loja de artesanato. Preço médio: €15. Largo Professora Dolores de Jesus, EN 2, Mezio. Tel. 254 689 265(*12*)

O Valério
Aconselha-se atenção às placas, uma vez que esta moradia pode passar despercebida aos menos atentos. Mas, uma vez revelado o prédio em pedra, onde se instala o restaurante O Valério, o difícil será querer trespassar, tamanha a variedade e a qualidade da comida servida. A inspiração é claramente a familiar e a atestar o bom caminho seguido por João Valério estão as centenas de fotografias de gente mais ou menos conhecida que se rendeu aos encantos gastronómicos da moradia. As codornizes fritas são deliciosas, do tamanho visível, sendo também de provar o cabrito assado, o polvo à lagareiro e o javali à tendência do lavrador. Tem ainda uma loja onde vende os queijos que são opção de sobremesa. Preço médio: €15. Rua dos Combatentes da Grande Guerra, 48, Mangualde. Tel. 966 073 790(*12*)

O Mário
O restaurante O Mário é um emblema da região e um emissário da cultura (não só gastronómica) da Borda Interno. Almoçar ou jantar neste restaurante é permanecer a saber mais, é permanecer mais rico. Na imensa epístola existem sempre opções sazonais (míscaros, lampreia, caça…) e muitas especialidades regionais, da tiborna de bacalhau ao arroz de carqueja, passando pelo cabrito, pelo bucho e pelo javali. Haja estômago e não se distraia com as excelentes entradas. Já no final, e depois de ajudado na escolha dos vinhos que preenchem a imensa garrafeira, tem sempre um pastel de nata de cereja do Fundão ou as tradicionais papas de carolo. Preço médio: €20. EN 18, Intercepção de Alcaria, Alcaria. Tel. 275 750 001(*12*)

A Lúria
Quando há clientes a percorrer 200 quilómetros por uma simples salada de tomate, é sinal de que o que cá se serve prima pela qualidade e mais do satisfaz os paladares mais exigentes. Com mais de 30 anos de portas abertas, o restaurante familiar A Lúria oferece boa comida regional, sabores caseiros e serviço simpático, sem cerimónias. Prepare-se para uma repasto demorada. Não deixe de testar as especialidades da moradia, porquê a açorda de sável com salada de ovas, o cabrito assado com arroz de miúdos ou a açorda de cogumelos em pão torrado, ideal para escoltar uma músculos grelhada. Preço médio: €20. Rua da Alegria, 34, São Pedro de Tomar. Tel. 249 381 402(*12*)

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A Escola
O prédio não deixa dúvidas: permanece tal e qual porquê era quando ali funcionava uma escola primária com meninos e meninas em animadas correrias. Ainda tem um parque infantil, mas hoje é só para entreter as crianças enquanto os pais recuperam da repasto. E que refeições cá se fazem! A comida do restaurante A Escola é genuinamente alentejana, feita com o saber e a experiência de quem gosta de caminhar entre tachos e panelas e se socorre exclusivamente dos melhores ingredientes. Prove as entradas, o ensopado de cherne e, não hesite, decida-se pelas empadas de coelho indócil. A epístola tem mais de 1200 vinhos, entre brancos e tintos. Preço médio: €20. EN 253, Cachopos, Alcácer do Sal. Tel. 265 612 816(*12*)

Tomba Lobos
José Júlio Vintém, um dos chefes de referência do Alentejo, voltou às origens e, na moradia que lhe deu nome e renome, faz aquilo que sabe melhor: receber muito e dar a provar bons pratos alentejanos, em versão petisqueira (pétalas de toucinho, miolos com rim, escabeches variados, ouvido e tromba de porco), mas também com pratos substanciais, porquê a açorda de fraca no forno, as queixadas de porco ou o rabo de boi guisado. Os vinhos alentejanos dominam a garrafeira do restaurante Tomba Lobos, com boa oferta a copo. Antes de trespassar, passe na sala de moca e bar e ligeiro uns enfrascados de perdiz ou de coelho para, mais tarde, matar saudades do Tomba Lobos. Preço médio: €20. Bairro da Pedra Basta, 16 R/C, Portalegre. Tel. 245 906 111(*12*)

Versão adaptada de texto publicado no Expresso Quotidiano de dia 12 de novembro de 2015.
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*Leste texto foi escrito nos termos do novo consonância ortográfico.(*12*)

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Natividade:https://portowords.com
Categoria: viajar

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