Nomenclatura IUPAC. Regras estabelecidas pela Nomenclatura IUPAC

A nomenclatura IUPAC estabelece as regras para a formalidade dos nomes dos compostos orgânicos, que envolve o número de carbonos, o tipo de relação e o grupo funcional.

A Nomenclatura IUPAC refere-se ao estabelecimento de regras para a escrita dos nomes dos compostos que são oficialmente aceitos em todo o mundo. Essas regras são estabelecidas pela IUPAC (União internacional da Química Pura e Aplicada, {sigla} que vem do inglês International Union of Pure na Applied Chemistry). Desde 1892 esse órgão tem realizado reuniões internacionais envolvendo químicos muito conceituados para aprimorar essa nomenclatura.

A nomenclatura dos compostos orgânicos é muito importante, pois, atualmente, existem mais de 19 milhões dessas substâncias presentes em inúmeros produtos usados em indústrias, laboratórios e no nosso cotidiano. Assim, esses compostos precisam ser identificados internacionalmente, pois, por exemplo, ao se publicar alguma pesquisa científica com a utilização ou obtenção de determinado constituído químico, outros cientistas poderão repetir os experimentos e avaliá-los, sabendo quais são os compostos corretos.

Visto que muitos desses compostos têm estruturas e propriedades parecidas, a nomenclatura IUPAC segue regras que permitem que todas as substâncias orgânicas possuam nomes diferentes, não repetindo em nenhum caso. Aliás, outro vista importante é que é verosímil ordenar a nomenclatura do constituído por meio da sua fórmula estrutural e vice-versa.

Atualmente, as regras básicas que cumprem esse objetivo para grande secção dos compostos orgânicos são as seguintes:

Regras principais que constituem a nomenclatura IUPAC

Regras principais que constituem a nomenclatura IUPAC

Observe que o primeiro vista que observamos na fórmula é a quantidade de carbonos que existem na calabouço. Por exemplo, observe o constituído aquém:

Nessa fórmula, há cinco átomos de carbono na calabouço, portanto, o seu prefixo é PENT.

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Agora, analisamos os tipos de ligações existentes entre os carbonos, que, nesse caso, são somente ligações simples (saturadas), assim, o infixo é AN.

Por último, vemos à qual função orgânica o constituído pertence. No exemplo considerado, temos somente átomos de carbono e hidrogênio, o que significa que esse constituído pertence ao grupo dos hidrocarbonetos e, portanto, a sua terminação é O.

Juntando essas três partes, temos: PENTANO. Esse é o nome do constituído apresentado.

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Há dois casos excepcionais que possuem uma termo antes do prefixo: os compostos de calabouço fechada, em que precisamos ortografar primeiro a termo “ciclo”, e os compostos do grupo dos ácidos carboxílicos, que escrevemos primeiro a termo ácido. Veja:

Se houver alguma relação dupla ou tripla (insaturações) ou alguma ramificação (quando há na estrutura mais de duas extremidades) na calabouço carbônica, torna-se necessário numerar os carbonos da calabouço para poder indicar no seu nome onde a insaturação ou a ramificação está ocorrendo. A numeração deve estrear do carbono da extremidade que estiver mais próximo do grupo funcional. Em todos os casos, inicia-se a nomenclatura considerando-se a seguinte ordem de relevância:

grupo funcional > insaturação > ramificação

Veja alguns exemplos e observe que as ramificações são escritas primeiro e que, se houver mais de uma ramificação, elas devem ser escritas em ordem alfabética, desconsiderando prefixos uma vez que di, tri etc. Aliás, os números dos carbonos nas insaturações devem considerar os menores números possíveis:

Veja, nesse caso, que não começamos a numeração do carbono mais próximo à ramificação, mas sim do carbono mais próximo à insaturação.

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Nesse constituído, é verosímil perceber que as ramificações foram colocadas em ordem alfabética e foram considerados os menores números possíveis (3, 4 e 6), porque se começássemos da outra extremidade, teríamos os seguintes números dos carbonos de onde saem as ramificações (5, 7 e 8).

Além dos grupos funcionais mostrados na tábua mais supra, existem muitos outros. Veja quais são na seção: Grupos Funcionais.

Existem, porém, cadeias carbônicas tão complexas e grandes que, infelizmente, essas regras aplicadas cá não são suficientes. Mas elas são úteis para os compostos estudados no Ensino Médio.


Por Jennifer Fogaça

Graduada em Química

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Jennifer Rocha Vargas Fogaça

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