O vinho mais caro do mundo e o Top 10 nacional de um wine advisor português

Habituado a satisfazer as vontades vínicas mais estranhas e mais caras, Cláudio Martins tanto pode estar no escritório em Lisboa uma vez que a caminho de Saint Tropez para entregar vinhos exclusivos através da sua empresa, a Martins Wine Advisor. E na bagagem leva, muitas vezes, opções portuguesas, capazes de “fazer frente a qualquer vinho mundial de topo”. É isso que tem ajudado a fazer com a sua empresa: “a promoção dos nossos vinhos, procurando sempre levá-los às melhores garrafeiras privadas”, assegura.

Mas nem sempre foi assim. Enquanto jovem, nascido e criado em São Romão, na Serra da Estrela, Cláudio “nem sequer apreciava vinhos”. Daí até ser distinguido uma vez que “um dos 20 mais dinâmicos CEO do Reino Unificado em 2020” e a sua empresa destacada ‘Wine Advisory Service of the year’ foi um passo. Em Londres, para onde emigrou em 2000, o paladar nasceu quando começou a trabalhar num bar restaurante com “mais de 200 vinhos na epístola”.

Comecei uma vez que empregado de mesa”, lembra, e, quando surgiu a oportunidade de passar a responsável pelo bar “agarrei o repto e comecei a levar muito a sério o mundo dos vinhos”. A vontade de aprender mais levou-o a tirar “os WSET [The Wine & Spirit Education Trust, uma das mais prestigiadas entidades que ministram cursos de vinhos], entre outros cursos, incluindo um de Marketing, e assim se foi construindo a minha vida profissional” relata.

Self made wine man
Entre 2000 e 2009 passou por vários espaços do grupo D&D London, uma vez que a Cantina del Ponte, Butlers Wharf Chop House ou o Coq D’Argent. Mas o ponto de viragem aconteceu quando, em 2012, ficou responsável pela gestão da New Street Wine Shop, “uma loja de vinhos com um noção diferenciador que tinha na lista murado de 900 vinhos de 34 países diferentes, localizado na zona financeira de Londres”. E a paixão pelos vinhos foi-se adensando. O contacto com uma clientela “muito elitista”, “premium”, “habituada a ser mimada, e interessada em serviços” permitiu-lhe “alargar horizontes e perceber que havia muito para oferecer”.

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A Martins Wine Advisor nasceu em 2014, em parceria com Micaela Martins Ferreira – a mana, com uma curso também ligada aos vinhos, uma vez que diretora da única competição de vinhos destinada ao mercado HORECA – Sommelier Wine Awards. “Passámos a fazer consultoria em diferentes áreas para clientes privados, com grande capacidade financeira, que queriam organizar as suas garrafeiras, queriam vinhos para ter em lar, nos iates, nos jactos privados…”, conta, acrescentando que atualmente a Martins Wine Advisor tem “um envolvimento transversal em várias áreas”, uma vez que o mercado HORECA, o consumidor privado e final e o segmento corporate.

Top 10 português com o Dão em destaque
A “pluralidade” e as “castas únicas” são apontadas uma vez que as principais caraterísticas distintivas dos vinhos nacionais. De todo o país, capaz de “produzir vinhos de qualidade supra da média, de setentrião a sul”, o wine advisor destaca o “potencial inacreditável” que o consumidor ainda “não conhece uma vez que deve ser ou, pior, nem sequer está interessado em saber: o Dão”. Na esperança de que a região se imponha “no topo das preferências dos portugueses e do Mundo“, porque entende que “têm todas as condições para aí figurarem”, Martins destaca “vinhos muito elaborados, de uma qualidade única” da região.

Mas não só. “É sempre mal-agradecido fazer escolhas e mostrar nomes”, responde quando questionado sobre as que considera serem as melhores referências nacionais garantindo, no entanto, que não dispensa os néctares “mais icónicos do Minho, do Douro, do Dão, do Alentejo, e alguns de Lisboa e dos Açores”. Mais especificamente, trabalha regularmente com marcas uma vez que a Quinta de Lemos, Niepoort, Herdade do Rocim, Quinta de Santiago, Vinhos Espera, e Quinta dos Carvalhais – Sogrape, entre outros.

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Para Cláudio Martins, o que falta aos vinhos portugueses para se imporem a nível internacional “é muito simples: informação! Uma melhor informação, melhores estratégias de marketing e de valorização de marca”. E deixa também o seu “Top 10” de bons vinhos, a excelentes preços, que integra Natcool, Castelão, da região de Lisboa; Bela Luz, Tinto, do Douro; Quinta de Silgueiros 2003, Quinta de Lemos, do Dão; Alvarinho, Quinta de Santiago, do Minho; Ânfora, Herdade do Rocim, do Alentejo; OM by Pedro Martin branco, da Bairrada; Cabo da Roca Suplente branco, de Bucelas; Touriga Nacional Rose by Maçanita, do Douro; Nat Cool Drink Me, da Bairrada e Taboadella Jaen, novamente do Dão.

Um vinho de valor “incalculável”
Regressando ao “vinho mais caro do Mundo”, faz-se a pergunta óbvia: o que pode justificar o preço de 30 milénio euros por garrafa, para além das evidências.É vasqueiro e único, porque produzido em quantidades reduzidas, e é discutível porque põe em razão as regras de vinificação de uma das regiões demarcadas mais famosas do Mundo. Em 14 anos foram produzidos somente seis, o que torna o seu valor de mercado elevadíssimo”, explica o wine advisor, justificando o preço do Liber Pater. Mas aponta outras razões, uma vez que “a figura de Loïc Pasquet, o seu instituidor. É com orgulho que oriente produtor trabalha uma parcela de terreno, com uma mula que puxa o arado, sem qualquer mediação de maquinaria, e com recurso a técnicas de vinificação que imitam as do século XIX, na procura por replicar os vinhos de sabor vetusto que deram renome à região de Bordéus e que a tornaram uma região demarcada em 1855”. Uma vez que qualquer resultado individual, as quantidades limitadas também fazem secção do adn, e do preço: “As quantidades limitadas surgem da recuperação de castas da estação anterior à filoxera, uma vez que Saint-Macaire, Castets, Mancin, Lauzet, Camaralet, Prunelard, Tarney Coulant ou Marselan, e dão um valor incalculável a oriente vinho”, remata.

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Serra da Estrela – Londres – Lisboa
Nascido em S. Romão, na Serra da Estrela, Cláudio Martins muda-se aos 20 anos para Londres. Em 2014 cria a Martins Wine Advisor, consultora que apoia sobretudo privados e empresas de vinho e bebidas ou compra de ativos, uma vez que vinhos e propriedades.
Regressa a Portugal e decide usar conhecimentos e rede de contactos para vangloriar os vinhos portugueses a outro patamar. Padroeiro da teoria de que investir em vinhos é melhor do que investir em ações, está sempre à procura do vinho mais individual para o cliente mais exigente e com poder de compra fora do normal. Quer que o vinho português deixe ser adquirido “só porque é bom e barato”.
Emissário do vinho tranquilo mais caro do mundo, o Liber Pater, com origem na região francesa de Bordeaux, presta serviços de consultoria a clientes privados e marcas de vinho/bebidas e espirituosas. A partir de 2018 inicia também na superfície da compra de ativos (vinhas e quintas) proporcionando aos investidores o contacto com projetos estruturados e muito esclarecidos não só relativamente ao património material uma vez que também vínico. O seu portfolio engloba atualmente murado de 20 clientes internacionais e nacionais.

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