Os Três Mosqueteiros – Alexandre Dumas

“Os Três Mosqueteiros” é o primeiro livro da série “capa-e-espada” e proeza que confere a Alexandre Dumas, jornalista gaulês, nomeada internacional. Sua trama engenhosamente tecida, com muita ação, comicidade e erotismo, fizeram desta obra um sucesso momentâneo e secular.

Essa romance conta as aventuras de quatro grandes heróis: Athos, Aramis, Porthos e D’artaghan – leste último, aspirante a mosqueteiro – ambientado na França do século XVII, onde florescia o esplendor da golpe, o sensacionalismo das intrigas políticas e o poderio econômico e cultural de uma quadra sumptuoso.

Através de um estilo de plena vitalidade, Dumas conseguiu suprir nesse romance as lacunas do conhecimento histórico que sua personalidade inquieta nunca lhe permitiu aprofundar. Para isso, inseriu alguns pormenores que faziam secção de seu cotidiano entre atrizes e conspirações, construindo assim uma “pintura fantasiosa” do cenário da França do século XVII.

De congraçamento com alguns historiadores, Dumas pretendia fazer de d’Artaghan um personagem secundário, cuja função seria introduzir os três mosqueteiros na história. Mas o personagem foi se desenvolvendo, tornando se uma figura simpático, a ponto de Dumas resolver “promove-lo” aos poucos, até ele atingir o posto tão sonhado de mosqueteiro. Mas, o título original da narrativa não se alterou.

De todos os mosqueteiros, Athos é o mais romântico. Guarda consigo o sigilo de ter sido casado com Milady, a pérfida espiã a serviço do cardeal Richelieu; Aramis, leste é astuto e generoso, que vê a vida porquê um jogo risonho, formado de paixão, ação e preces. Ele se envolve somente em assuntos que dizem saudação a sua punhal, episódios sentimentais e à Igreja; Porthos é cimalha, gordo e bondoso, facilmente maleável e não muito inteligente.

É o personagem predilecto de Dumas. Conta-se que, ao ser obrigado pelo enredo a matá-lo, o jornalista chorou.

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As aventuras dos três mosqueteiros se estendem a outros dois livros do mesmo responsável: “Vinte anos depois” (1845) e “O Visconde de Bagelonne”(1848). Os três mosqueteiros foram várias vezes adaptados para o cinema. Sua mais recente versão data de 1993 e conta com a direção de Stephen Herek, no elenco Chris O’Donnel no papel de D’Artagnan, Kiefer Sutherland porquê Athos, Charlie Sheen porquê Aramis e Oliver Platt porquê Porthos.

Fontes
DUMAS, Alexandre. Os Três Mosqueteiros. São Paulo, Novidade Cultural, 1996, p. 05-10.

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