Otsu Biru: uma cervejaria e petisqueira asiática em Braga

O sistema kaiten é geral no Japão. Numa zebra rolante vão passando pratos e petiscos e cada um, sentado num balcão em torno desta “montra”, vai retirando o que mais lhe agrada. No final, contam-se os pratos consumidos por cada conviva – cada cor tem um dispêndio, entre €1 e €8 – e faz-se a conta.

A diferença, neste Otsu Biru, descerrado há pouco mais de um ano em Braga, está na variedade, na confederação entre o hábito petisqueiro dos portugueses e a cerveja, mas também na própria zebra: assente num sistema único no mundo, desenvolvido com tecnologia portuguesa. Esta mesa circulatória foi desenhada de raiz pelos proprietários e funciona com base num algoritmo que controla a compasso da rotação dos pratos. Outrossim é sóbrio e elegante, em mármore branco e preto português, a combinar com os tons escuros do espaço e duas pinturas de grandes dimensões, assinadas pelo artista nipónico Chihiro Ito.

No Otsu Biru, a teoria de base foi revelar mais sobre a cozinha nipónica, “extremamente rica e variada” a um público ainda muito focado no sushi. É por isso que cá há tantos pratos quentes uma vez que frios – são mais de 90 variações que podem passar pelo kaiten e, nas mesas, é verosímil optar pelo mesmo sistema, mas também uma espécie de “fondue” nipónico. Com a grelha – fornecida de carvão branco de origem japonesa, o Binchotan, que não produz fumo, realçando o sabor da proteína – vem picanha asiática de origem Wagyu e Kobe, crua, que se vai grelhando lentamente. Acompanha com salada, batata a soco, arroz asiático e molhos diversos (€60).

Evidente que também há sushi e sashimi (desde €40 para 30 peças). Revelando a tradicional transparência entre a cozinha e o conviva, os pratos são preparados à vista, e unicamente um balcão separa a confecção da mesa.

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Unir diferenças
A cozinha portuguesa e japonesa “têm muitas coisas em geral”, que o nipónico, em universal, conhece, “mas o português não”, refere Alexandre Correia. “Há uma vasta cozinha diversificada para desenredar e a teoria é mostrar um pouco esse lado “dissemelhante” e, por outro lado, “democratizar um pouco”, mostrando que “não é preciso gastar muito para manducar coisas boas e frescas”. Com leste concepção, “conseguimos sentar duas pessoas lado a lado com gostos muito diferentes a comerem juntas”.

A teoria surgiu ao parelha Caroline e Alexandre quando ainda viviam no Brasil, país onde trabalharam ligados à restauração. As raízes japonesas da família dela ditaram a escolha do concepção, um “apanhado de experiências e vivências de lá, de cá e de viagens a outros locais”. O parelha tem também um restaurante brasílico na cidade – o Boteco São Paulo – e prepara-se para terebrar um clássico de cozinha portuguesa. Todos no núcleo de Braga.

Embora seja o elemento meão, nem só à volta do kaiten vive leste restaurante. Há mesas que proporcionam uma experiência mais privada e onde se pode optar por pratos à epístola, vários combinados ou petiscos individuais.

Entretanto nas noites de semana, de domingo a quinta-feira, o Open kaiten oferece uma experiência “all you can eat” por €20 (sem bebidas). Acompanhe com uma das muitas cervejas de pressão que viajam de Portugal ao Japão, passando por outras paragens.

O restaurante Otsu Biru (Rua Dr. Gonçalo Sampaio, prédio Liberdade Street Fashion, Braga. Tel. 913886604) comporta 80 pessoas – prega a capacidade no tempo quente, quando se monta a esplanada -, e está descerrado todos os dias das 11h00 às 00h00.

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Natividade:https://portowords.com
Categoria: viajar

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