Quem é a Wonder Woman?

Há muito que as bandas desenhadas nos enchem a estante de histórias impressionantes e acordam os mais novos para o hábito da leitura. Max Gaines, cofundador da editora All-American Publications – que mais tarde se tornaria a DC Comics – e pioneiro da BD porquê hoje a conhecemos, sentia (em algum lugar na dezena de 1940) que as suas obras estavam incompletas. Pediu portanto ao psicólogo William Moulton Marston, o varão responsável pela geração do polígrafo, que lhe criasse uma personagem dissemelhante de todas as outras já publicadas – entre elas Super-Varão, Batman e Lanterna Virente. Marston decidiu-se por alguém que conquistasse os inimigos através de paixão e não de força; a sua esposa concordou… mas exigiu que a personagem fosse uma mulher.

Era uma vez…

Nasceu assim a princesa Diana – é oriente o nome original de Wonder Woman, de consonância com o publicado na edição número 8 da revista All Star Comics –, líder das Amazonas e governante da ilhéu de Themyscira.

A DC Comics habituou-nos a super-heróis com capas, escudos e poderes que se opõem às leis da natureza, mas a descer dos céus chegou-nos, de repente, uma Mulher-Maravilha. Com a sua vontade de espalhar a tranquilidade e de tutorar a verdade e a vida, tornou-se rapidamente uma heroína muito popular. O que não impediu que, a certa profundidade, tenha sido tratada de forma marcadamente machista, porquê quando foi incluída na Sociedade da Justiça da América, o primeiro grupo de super-heróis de todos os tempos, no mero papel de secretária.

A partir da dezena de 1980, a origem de Wonder Woman é reescrita. É revelado que Diana Prince é, na verdade, filha de Hipólita e Zeus, o rei dos deuses do Olimpo, o que a torna uma semideusa. Acarinhada pelo panteão, foi precisamente dos deuses que a heroína recebeu os principais traços da sua personalidade: Afrodite oferece-lhe formosura e o bom coração; Atena confere-lhe sabedoria; Deméter presenteia-a com força e poder.

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Nem só de fantasia vive o Varão…

A Mulher-Maravilha (nome pela qual a heroína é conhecida em Portugal) também vive no mundo real. É que, em seguida a primeira publicação das suas aventuras, em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, serve também de inspiração para as mulheres entrarem no mercado de trabalho, substituindo os homens que vão combater.

Passaram, entretanto, 76 anos desde a primeira edição da orquestra desenhada, mas Wonder Woman continua a ser um símbolo da força feminina e, em outubro de 2016, torna-se embaixadora honorária das Nações Unidas em prol da promoção da paridade de género. No entanto, em seguida muita reclamação e polémica em torno da mensagem que esta figura passaria aos mais jovens, acaba por perder o título, em dezembro do mesmo ano.

Da mesma forma que as princesas da Disney, também a princesa Diana foi criada para ser um símbolo do feminismo, tendo porquê principal superpoder dar autoconfiança às jovens para se afirmarem em áreas que os homens monopolizavam. A personagem conquistou gerações e gerações de mulheres. Por fim, quem não gosta de se identificar com uma super-heroína?
Wonder Woman sobreviveu também até aos dias de hoje para dar o salto para o grande ecrã –  o filme com o seu nome chegou no primeiro dia de junho às salas de cinema portuguesas e conta com Gal Gadot e Chris Pine nos principais papéis. É a prova de que a nona arte (BD) também tem um superpoder: o de influenciar o mundo presente e horizonte.

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